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Novembro azul: entenda por que você deve fazer e como funciona o exame de toque retal


A informação é a melhor forma de driblar o preconceito. Por isso, no quarto e último post da nossa série Novembro Azul apresentaremos informações importantes sobre o exame de toque retal, responsável pelo diagnóstico prévio do segundo tipo de câncer que mais mata homens no Brasil.

Para quebrar o tabu sobre o tema e acabar de vez com o preconceito, entenda por que você deve fazer e como funciona o exame de toque retal. Abrace a causa contra o câncer de próstata cuidando bem da sua saúde!

O que é o exame de toque retal

O exame de toque retal é um procedimento físico bastante simples, utilizados por médicos urologistas para verificar a situação da glândula prostática, do reto inferior e de outros órgãos masculinos. Além de diagnosticar o câncer de próstata, o exame também auxilia na identificação de outras doenças e distúrbios, como a dilatação da próstata.

Como funciona o exame

Em relação a forma como é feita, de fato, não há mitos que a cerca. Com a utilização de uma luva devidamente lubrificada o médico introduz o dedo indicador no reto do examinado a fim de verificar a superfície da próstata. Isso porque, geralmente, a maioria dos tumores deste tipo se iniciam na parte posterior desta glândula, favorecendo o diagnóstico pelo toque.

Esqueça os mitos: o exame de toque retal não dói

Além de ser extremamente rápido, não durando mais do que 15 segundos, o exame de toque retal é completamente indolor. Dois motivos para você deixar o preconceito de lado e realmente se importar com o que é necessário: a sua saúde.

Quem deve fazer este exame

O ideal é que todo homem com idade igual ou superior a 45 anos passe a fazer o exame com frequência anual, assim como a análise dos níveis de PSA que também auxilia no diagnóstico do câncer de próstata. Já pessoas com maior propensão, ou seja, que possuem um histórico familiar com a doença – principalmente os entes mais próximos, como irmão e tios -, precisam visitar o médico mais vezes. A frequência, porém, será definida pelo profissional especialista.

Por que fazer o exame

Seria óbvio falarmos que é para a prevenção ou diagnóstico em fase inicial a fim de prover um tratamento adequado e em tempo hábil para total recuperação sem gerar complicações. Contudo, o óbvio nem sempre é um consenso e, por isso, vale reforçar!

No Brasil, a estimativa do surgimento de novos casos de câncer de próstata era de 68.900 em 2014, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Quando diagnosticado precocemente, as chances de  cura chegam a 90%, o que poderia ser facilmente resolvido como acompanhamento médico constante. Contudo, o preconceito e o tabu sobre o tema acabam gerando uma estatística mais específica e assustadora: entre os anos de 1979 e 2004 a taxa de mortalidade decorrente a esta doença cresceu mais de 95% segundo o mesmo Instituto.

Se você ainda resiste em fazer o exame de toque retal mesmo com todos esses índices apresentados, é hora de colocar a mão na cabeça e refletir nas consequências de não dar atenção ao câncer de próstata. Ele é o sexto tipo de câncer mais predominante no mundo entre os homens e, no Brasil, apenas perde a primeira colocação para o câncer de pele não-melanoma.

E aí, vai continuar resistindo à prevenção ou abraçar a causa Novembro Azul contra o câncer de próstata? Procure um médico agora mesmo e se previna!

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