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Hormônios femininos são usados para tratar câncer de próstata?


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O câncer de próstata é o mais comum entre homens: a cada 10 casos de homens com câncer, 7 casos são de câncer de próstata. Com isso, não é de se estranhar que essa doença também seja uma das que mais matam homens em todo o mundo. Um dos agravantes é o fato de que normalmente os homens procuram ajuda apenas quando o tumor já está avançado e pensando nisso tratamentos alternativos vêm sendo desenvolvidos para aumentar as chances de sobrevivência.

Recentemente, a hormonioterapia vem ganhando cada vez mais destaque, mas será que os hormônios femininos são usados também para tratar câncer de próstata? Descubra a resposta a seguir.

Por que os hormônios femininos são usados?

O câncer de próstata, na maioria dos casos, é baseado em um tumor que é altamente dependente da testosterona, o principal hormônio masculino. Isso significa que ao produzir hormônio masculino, o organismo está alimentando o tumor, permitindo que ele cresça e se torne mais forte.

Por outro lado, os hormônios femininos possuem a atuação exatamente oposta aos hormônios masculinos e os principais são o estrogênio e a progesterona. Se esses hormônios têm efeito contrário à testosterona, então também faz sentido dizer que o uso de hormônios femininos prejudica de sobremaneira o desenvolvimento do tumor.

Assim, os hormônios femininos (sobretudo, o estrogênio) são usados com a intenção de bloquear e diminuir a produção de testosterona. Sem ter do que se alimentar, o tumor do câncer de próstata começa a ver as suas células pararem de funcionar e literalmente começa a morrer de fome.

Em quais casos esses hormônios são utilizados para tratar câncer de próstata?

No geral, esses hormônios são utilizados para tratar câncer de próstata em alguns casos específicos de câncer visando tanto à qualidade de vida do paciente como o combate ao tumor em si. Assim, se o câncer foi descoberto recentemente, a hormonioterapia com hormônios femininos pode ser utilizada como uma forma de tentar reduzir e neutralizar o tumor sem que seja necessário realizar uma abordagem mais agressiva.

Esse tratamento também pode ser utilizado junto com a radioterapia se o paciente tiver grandes chances de recorrência. Se o tumor tiver voltado, a hormonioterapia funciona como um tratamento alternativo, especialmente quando outras técnicas não funcionaram.

O caso mais comum, entretanto, inclui tumores inoperáveis ou que já estão mais avançados. Em vez de empreender técnicas externas, como a radioterapia, o tratamento é feito de dento da fora, com os hormônios ajudando a combater a continuidade do desenvolvimento do tumor.

Quais os efeitos colaterais?

Adicionar hormônios tão diferentes em um corpo cuja estrutura não está preparada para isso causa, naturalmente alguns efeitos colaterais que podem afetar a vida do paciente de maneira mais ou menos intensa. No geral, o uso de hormônios femininos é responsável pelo bloqueio e supressão de produção da testosterona, então normalmente acontece uma diminuição na libido, que é o desejo sexual. Além disso, alguns homens também podem passar por quadros de disfunção erétil ao tratar câncer de próstata.

Além disso, o homem pode ganhar peso já que a testosterona ajuda a queimar gordura do corpo e também pode experimentar um crescimento das mamas, já que é o que acontece com mulheres. Em alguns casos, o paciente também pode sentir ondas de calor, em um processo parecido com o que acontece com as mulheres na menopausa.

Os hormônios femininos são, sim, usados para tratar câncer de próstata porque são responsáveis por diminuir a produção de testosterona, hormônio que alimenta e estimula o crescimento do tumor. Como esse tratamento possui alguns efeitos colaterais, o mais indicado é sempre conversar com um médico atuante na área de andrologia para que você possa fazer a escolha certa, caso necessário.

Restou alguma dúvida sobre o uso desses hormônios? Não deixe de comentar para que possamos te ajudar.

 

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